poemas concêntricos

mandala insta mari

 

 

A Mandala é um poema concêntrico. E nem por isso deixa de ser excêntrica. Uma história é contada a partir de um centro, de um miolo, o olho do furacão das ideias e das cores. E das possibilidades. É ‘con’ porque começa a partir desse umbigo profundo, e ‘ex’ porque se expande e centrifuga sua beleza através das linhas e formas que expõe. A Mandala é um percorrer de olhos de dentro pra fora, e é por isso mesmo que nos desnuda. Interagir com Mandalas é como atirar uma pedra no rio e vê-lo desdobrar-se em mar, as ondas que se formam a partir do mergulho da pedra. A Mandala é o próprio rio, e o mar em que nos transformamos ao predispor a mente e alma para a poesia.

 

Conheçam o projeto feito especialmente para crianças (de 0 a 100 anos!): Mandalas de Versos, para ler e colorir!!!

 

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Mandala de Versos

MANDALA BRINQUEDOS POPULARES

 

 

Conheçam o projeto Mandala de Versos com Mandalas feitas para ler e colorir, especialmente para a criançada!

A cada semana uma nova Mandala publicada no site…

Acesse, baixe, imprima e se divirta com as Mandalas!!!

 

 

 

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Cordel Animado do Pantanal!!!

O Cordel Animado acabou de voltar da cidade pantaneira de Poconé, Mato Grosso.

Nossa mala voltou cheia de satisfação e afeto, foi uma maratona de 7 apresentações maravilhosas, que fizemos com muito carinho, à convite do SESC Pantanal.

Confiram a galeria de fotos dessa viagem fantástica!

Fotos do Cordel Animado no Pantanal [clique aqui!]

 

semana do livro

 

 

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Comemorando o Dia Nacional da Poesia no programa Hora da Alegria, da TV Jornal!

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Oficinas para a garotada em Março e Abril!

Oficinas!

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Deus Abençoe….

(infelizmente este é um poema-relato)

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Deus abençoe esse rabo.
Com essas palavras. Exatamente essas, sem tirar nem por.
Era desconcertante.
Era como se ter um rabo roubasse a minha dignidade
Deus abençoe, ele disse.
Ou melhor, escreveu.
Melhor seria se houvesse dito, proferido, mas escreveu.
Escreveu em um papel, daqueles bloquinhos de anotar idéias.
Há um quê de sacro na palavra escrita, não sei.
Ela permanece mais na memória, uma frase, um verso, vira uma imagem,
Apreendida.
Ou o fato de eu acreditar em Deus.
Estava embriagado de vinho e de toda uma história que remetia aos tempos mais remotos da sociedade em que vivo. Embebido em desrespeito e despropósito. Ébrio de puro machismo.
Tive raiva da calça que usava. Tive raiva do meu próprio corpo.
Me sabia fêmea, selvagem, por vezes. Mas daí a ter um rabo abençoado…
E assinou. Assinou embaixo. Não havia vergonha nas palavras escritas.
No ato. Havia vergonha nas palavras lidas, no fato.
E em mim. Eu era toda vergonha, desembaraço.
Eu tenho um rabo.
Virei bicho.
Vou carregá-lo e abaná-lo frente a todos os que ousarem me desrespeitar.
Como uma cadela, vou rosnar e mostrar os dentes aos meus opressores.
Cuidado, cadela brava e hostil.

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Breu total

foto de Jonas Araújo

foto de Jonas Araújo

Um verso no escuro não tem dono

Um verso no escuro não é visto

Só se ouve, um verso no escuro

No escuro o verso fica puro

Sem face, sem pele, só a voz

E o verso que é dito no escuro

Murmuro…

O escuro é o silencio da luz?

E o verso, é o claro da língua?

E o eco?

E o escuro do beco?

E o escuro da noite?

E o açoite?

A lapada do verbo, clarividente?

Melhor ficar no escuro, sem saber? Inocente?

Abre

Acende

Ouve

Vê: és o dono do verso que escutas no escuro.

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Do medo

Não há realmente o que temer.
O medo é máscara, é venda.
Inibe os sentidos e exaspera os sentimentos.
A morte é invenção, pois não há nada de fato
que passe, de uma hora para outra, à completa inexistência.
Não há segredo: não tenha medo.

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O Menino e a Caixa – um Cordel Natalino para Crianças!

 

http://caprichodebiscuit.blogspot.com.br/2009/07/presepio.html

 

Numa casa muito pobre

um menino soluçava

ninguém sabia ao certo

por que é que ele chorava

 

era noite e estava escuro

ele logo adormeceu

e enquanto ele sonhava

algo estranho aconteceu

 

uma caixa de sapatos

foi deixada em sua porta

ela estava amarrotada

com a tampa um pouco torta

 

o menino viu a caixa

logo de manhã bem cedo

foi abrindo, curioso

mas com um pouco de medo

 

e lá dentro o que havia?

alguém pode adivinhar?

um sapato? um bichinho?

o que ele vai achar?

 

na caixinha abandonada

embrulhados com cuidado

havia dez bonequinhos

todos em perfeito estado

 

o primeiro bonequinho

que o menino descobriu

era uma bela moça

com seu manto azul-anil

 

depois outro bonequinho

foi logo desembrulhado

era um homem, muito sério

segurando seu cajado

 

havia também na caixa

três bonecos coroados

que traziam três presentes

para serem ofertados

 

três bichinhos esperavam

pra serem desembalados

uma ovelha, um boizinho

e um galo empertigado!

 

o menino deu um riso

quando abriu outro papel

era um anjo, tão sublime

desses que moram no céu

 

a caixa quase vazia…

só restou um bonequinho

que era o mais bonito

um bebê em seu berçinho

 

o berçinho era de palha

e o bebê, tão pequenino

tinha um brilho diferente

que cativou o menino

 

durante o dia todo

o menino aproveitou

brincou tanto que nenhum

bonequinho descansou!

 

na noite daquele dia

antes mesmo de dormir

guardou tudo bem guardado

não deixou ninguém abrir

 

era noite de Natal

e o menino nem lembrava

foi aí que aconteceu

o que ninguém esperava

 

uma luz desceu do céu

e entrou dentro do caixote

uma música tocou

e o menino deu pinote!

 

levantou do seu colchão

e correu pra averiguar

chegou perto eu deu um grito

não podia acreditar…!

 

o bonecos tinham vida

e cantavam em coral

uma música bonita

falando sobre o Natal

 

Maria, a bela moça

ao menino abençoou

pegou o bebê no colo

e a ele apresentou:

 

“Esse aqui é o meu filho

o seu nome é Jesus

viemos a sua casa

para trazer muita luz…

 

para que você não chore

nunca mais, de madrugada

saiba que a sua vida

poderá ser transformada

 

levante sua cabeça

basta só acreditar

estude, e não esqueça:

nunca pare de lutar!

 

um dia você verá

tudo vai ser diferente

ajude sua família…

vai ser bom  daqui pra frente!”

 

o menino agradeceu

e se encheu de alegria

ficou ali vendo a cena

enquanto Jesus dormia

 

conheceu os três Reis Magos

e José o Carpinteiro

e depois pegou num sono

agarrado ao travesseiro

 

na manhã ao despertar

ele achou ter sido um sonho

foi em direção à caixa…

teve um susto tão medonho!

 

os bonecos lá estavam

parados na posição

em formato de presépio

igual à sua visão…

 

então não foi sonho, não!

tudo tinha acontecido!

ele então olhou pro céu

pois estava convencido:

 

tudo iria mudar

e só dele dependia

ele iria estudar

como lhe disse Maria

 

O menino decidiu

fazer o sonho real…

e nunca mais esqueceu

essa noite de Natal.

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Casórios e mais casórios…

juntar-escovas-de-dentes

Mais um casal que se une… e tome poesia!!!

“Peço a Deus neste momento
Que me faça inspirada
Já que vou falar de amor
E a história que é contada
De Alessandro e Helliny
Em Cordel é registrada

Nosso Pai escreve certo
Por linhas tão tortuosas
O casal que me refiro
Foi por senda sinuosa
Até chegar enfim nesta
Relação maravilhosa!

Seu destino estava escrito:
Cada um em seu estado
Ela veio de Goiás
Das terrinhas do cerrado
Ele veio do sudeste
Tudo estava encaixado

Encontraram-se no Acre
Ele foi pra trabalhar
E ela por outro lado
Viajou pra estudar
E foi assim que Deus fez
O caminho se cruzar

Os olhares se bateram
Desde a primeira vez
Quando estavam na igreja
Ela o viu de xadrez
Com uma baita cabeleira
Demonstrando altivez

“Mas que rapaz bonitinho
Eu gostei do seu estilo!”
Pensou Helliny consigo
Mal sabia que em sigilo
Alessandro admirava
A moreninha tranquilo…

Ele chegou atrasado
Chamando sua atenção
Ela olhava pro relógio
Bem na sua direção
Paquerava o rapaz
Não perdia tempo não!

Lá foram apresentados
Começaram a amizade
Alessandro evitava
Se apaixonar de verdade
Já que ele pretendia
Voltar pra sua cidade

Mas então já era tarde
Ele estava envolvido
Tentou se desvencilhar
Pois estava convencido
De que seria melhor
Se o amor fosse esquecido

A menina sofreu tanto!
Mas logo encontrou um colo
Um rapaz apaixonado
Que quis ser o seu consolo
E Alessandro arrependido
Seguiu seu caminho solo!

Mas o tempo foi passando
O namoro terminou
Helliny ficou sozinha
E ele logo a procurou
Queria tentar de novo
Consertar o que errou

Ele então pediu a Deus
Orando em pranto e dor
Ali permaneceria
Se tivesse seu amor
Do contrário iria embora
Mas Deus ouviu seu clamor!

Ela lhe pediu um tempo
Ele de pronto aceitou
Um mês e mais alguns dias
Foi o tempo que esperou
Era seu aniversário
Quando ela o beijou!


Não houve melhor presente:
Beijo na orla do rio!
Nervosismo apaixonado
Desses que causa arrepio!
E assim foi preenchido
O que antes foi vazio…

Um ao outro se completa
Estão juntos desde então
Gu e Nina nos chamaram
Para esta ocasião
Pra selar em matrimônio
Sua eterna união!

Enfim juntos para sempre!
Unidos neste momento
Que sejam muito felizes
E que dure o sentimento
Que a mão do nosso Deus
Abençoe o casamento!”

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