O encontro de Luis Carlos Prestes e Lampião ou Quando o Virgulino teve um problema com a Coluna

Foi no século passado
No ano de vinte e seis
Não se sabe ao certo o dia
Especula-se o mês
Que chegou a Juazeiro
O temido cangaceiro
Imbuído de altivez

Virgulino, conhecido
Sob o vulgo Lampião
Famoso Rei do Cangaço
Governador do Sertão
Foi em busca do “Padim”
Lá o encontrou por fim
Padre Cícero Romão

Ao chegar nesta cidade
Foi muito bem recebido
Aos pobres lhes dava esmola
Jornalistas destemidos
Lhe faziam entrevista
Portou-se como um turista
Pelo Padre protegido

Mas a súbita visita
Tinha a sua intenção:
Virgulino recebeu
O cargo de Capitão
a patente controversa
sendo por ele malversa
em troca d’uma Missão

Nomeado comandante
por Floro Bartolomeu
no Batalhão Patriótico
um destino recebeu
Com seu bando enfrentaria
As tropas da rebeldia
O que nunca aconteceu

Era seu objetivo
Frear a Coluna Prestes
Grupo revolucionário
Vindo do Sul e Sudeste
Despertando a atenção
De toda a população
Marchando rumo ao Nordeste

Tinha em Luis Carlos Prestes
Ex-militar revoltado
Liderança principal
Comunista iniciado
Contra a República Velha
Miguel Costa se emparelha
E soma-se um aliado

Ao longo de poucos anos
A Coluna caminhou
Pregando o voto secreto
Muito apoio conquistou
Com coragem combatia
As bases da oligarquia
Sua fama se firmou

Com mil e quinhentos homens
E a técnica da guerrilha
Foram vinte e cinco mil
Quilômetros nessa trilha
Passando por treze estados
Tenentistas e aliados
Gente à causa se perfilha

O confronto encomendado
Jamais se concretizou
Lampião rompeu o pacto
À caatinga retornou
A Coluna e o Cangaço
Não dividiram espaço
No que a história nos contou

Mas se fosse diferente?
Se tivesse acontecido?
Se pudesse Virgulino
Ter a Prestes conhecido?
Como seria então
Houvesse a reunião
Entre os incompreendidos?

Eu cá tenho um palpite
Pois enxergo a semelhança
Entre as personalidades
Entre as duas lideranças
Lampião, “Rei do Cangaço”
E Prestes em seu compasso
“Cavaleiro da Esperança”

De dentro daquelas brenhas
Saltaria Lampião
Com seu bando, logo atrás
Lhes dizendo em canção:
“Ajoelhem-se agora
Obedeçam sem demora
Às ordens do Capitão”

Antes de tentar a luta
Prestes parte a conversar
“Meu amigo, tenha calma
Ouça o que vou lhe falar…
Estamos do mesmo lado
Ambos somos os soldados
De uma causa singular”

“Não me importo com a causa
Sinhôzinho que não presta!
Eu só luto por mim mesmo
E a caatinga é o que me resta
Me fizeram Capitão
Essa é minha missão…
Meto um tiro em tua testa!”

“Não és contra o Governo?
Pois saiba que também sou
Não te afeiçoas aos pobres?
Pois eu também me afeiçoo
Também tenho o meu bando
E enquanto estamos falando
Todo ele te cercou”

Lampião estarrecido
Pelo astuto contra-ataque
Acalma de pronto o facho
Deixa que Prestes matraque
E acaba convencido
Tendo então reconhecido
De Prestes o seu destaque

Lampião veria ali
Uma possibilidade
De obter a proteção
Dada a grande quantidade
De soldados na Coluna
Aliança oportuna
E provável amizade

Os grupos caminhariam
Por um tempo, lado a lado
Até que o próprio tempo
Os deixasse afastados
Lampião seguindo a senda
Que o transformou em lenda
E Prestes sendo exilado

E Jamais esqueceriam
Esse tempo, no passado
Em que Lampião e Prestes
Se tornaram aliados
Mesmo suas companheiras
Ambas mulheres guerreiras
Já teriam combinado

Elas seriam comadres
Trocando cartas amigas
Relatando experiências
Contando lutas e brigas
De seus maridos na estrada
A sorte sendo narrada
Em bilhetes sem intrigas

Grávida de sua filha
Que se chamaria Anita
Olga Benário recebe
Um belo laço de fita
No embrulho um recado
“Deus lhes guarde com cuidado”]
adeus, Maria Bonita”

Prestes entra na política
Lampião decapitado
E a verdade ninguém sabe
Se foi certo ou errado
Se algum deles foi bandido
Ou herói embevecido
Mas serão sempre lembrados

E assim teria sido
Preencho esta lacuna
Minha imaginação
Com a poesia coaduna
Neste cordel que conteve
Quando o Virgulino teve
Um problema com a Coluna!

(revisão por Susana Morais!)

Notas:

1 – Acredito que este Cordel possa se enquadrar no gênero da Metaficção Historiográfica, a  saber: “caracteriza-se por um uso programático da narração e por uma verdadeira ressurreição da problemática histórica, tratada com uma liberdade nunca antes conhecida no âmbito da ficção” (Carlos Ceia)

2 – Existem três versões sobre o encontro de Lampião e Prestes. A primeira versão, na qual a ideia do texto acima se baseia, é a de que eles na verdade nunca se encontraram, segundo os relatos colhidos e registros estudados por Rosilene Alves de Melo, em seu Livro “Arcanos do Verso: trajetórias da literatura de cordel.”. A segunda versão é afirmada pelo próprio Lampião, em entrevista concedida ao médico do Crato Dr. Otacílio Macedo, transcrita no livro “De Virgolino a Lampião”, de Vera Ferreira (neta de Lampião) e Antonio Amaury. Nesta segunda versão Lampião relata: “tive um combate com os revoltosos da Coluna Prestes, entre São Miguel e Alto de Areias. (…) sendo eu um legalista, fui atacá-los…”, atitude que parece ser um tanto contraditória vindo de Lampião, que de “legalista” não tinha nada. A terceira versão colhi do depoimento de Álvaro Severo, pernambucano natural de Serra Talhada, que tendo sido agente do IBGE durante alguns anos naquela região, obteve relatos de um senhor, morador da Fazenda Serra Grande contemporâneo de Lampião, e provável familiar de coiteiros do cangaceiro, que afirmou que Lampião e Prestes se encontraram, de fato, mas não se confrontaram, por entender que seus interesses possuíam uma convergência.

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Cordel de fim de ano!

 

Quem melhor que a Poesia

em formato de Cordel

pra falar do Novo Ano

E pintar, como um pincel,

com os tons da harmonia

um quadro de euforia

de maneira tão fiel?!

 

Tome as luzes da cidade

simbolizando o Natal

e acenda dentro de si

o brilho celestial

que traz amor e saúde

também toda a plenitude

tudo o que é essencial

 

É tempo de refletir

E buscar renovação

Que o Natal e Ano Novo

lhes despertem compaixão

que dure o ano inteiro

de janeiro a janeiro

sem ter data ou estação!

 

Que a família esteja unida

buscando a felicidade

que os “nós” se façam “laços”

e que exista, de verdade

o Fim do Mundo doente

nascendo um Novo, contente

movido pela igualdade

 

 

E se alguém te encontrar

com um leve ar de riso

feliz sem mais nem por que

distribuindo Sorriso

se esse alguém te questionar

peça pra ligar pra cá

nos indique, se preciso!

 

Diga que o seu segredo

é carinho e atenção

que recebes quando alguém

tem muita dedicação

e amor pelo que faz

e assim encontra a paz

exercendo a profissão

 

Diga “Foi o Doutor Rudys

e a Doutora Adriana

me tratando com cuidado

e afeto que nos irmana

transformaram o meu dia

com um pouco de poesia

e alegria que emana!”

 

multiplique este carinho

passe o poema adiante

seja como uma estrela

cujo o brilho, cintilante

ilumina o caminho

dos que se sentem sozinhos

lhes deixando confiante

 

Eis aqui nossa mensagem:

E é preciso acreditar

no nascer de um novo ciclo

no poder de transformar

renovar as energias

e ter a sabedoria

para sempre melhorar.

 

 

O que estiver ao alcance

O que de nós depender

pra Você ter vida plena

nós faremos com prazer

todas nossas atitudes

são pra Você ter Saúde

para dar e pra vender!!!

 

Poema feito com muito carinho a pedidos do casal de dentistas de São Luís do Maranhão para presentear seus pacientes neste final de ano!

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Mais um pouco do Circo dos Astros!!!

Assista o vídeo da Abertura do Circo dos Astros na Fenekids 2012!

Pra saber mais desse espetáculo, clique aqui

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Cordel Animado! no NETV (Globo Nordeste) – 27/10/2012

Viva! Nossa contação de histórias foi ao ar na TV! Cordel Animado!, durante a FENEKIDS 2012, animando toda a garotada!

http://globotv.globo.com/rede-globo/netv-2a-edicao/t/edicoes/v/fenekids-foi-o-programa-de-muitas-familias-neste-sabado-no-grande-recife/2212443/

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Matéria no caderno Galera JC do dia 06/10/12 !!!

 

Matéria linda feita pelo Galera JC (caderno do Jornal do Commércio que sai todo sábado especialmente para a garotada!)

sobre meu trabalho com as histórias… viva!

 

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Corrida de Pingos

 

para Mônica Bigio (mamãe) e André Bigio (irmão)

 

Do cabelo molhado do menino
saltaram dois pingos de água limpa
– urra!
– viva! supimpa!
gritaram os dois pingos agitados
no caminho bateram no nariz
do queixo passaram por um triz!
um, pesado, foi na frente
o outro, atrás e descontente
o mais ligeiro bradou sua intenção:
– vamos ver quem primeiro chega ao chão?
já estavam no meio da barriga
quando viram um abismo no horizonte
O umbigo!
O umbigo os pegou desprevenidos
acabaram os dois pingos reunidos
transformados em um pingo só
pequenina poça d’ água acumulada
fora cuidadosamente enxugada
pela toalha
nas mãos da vovó.

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Cordel infantil sobre os órgãos dos sentidos!

Eu estou ouvindo algo…
Sinto um cheiro diferente!
Tem gosto de coisa boa…
Vejo um brilho em minha frente!
Minha pele se arrepia…
É poesia, minha gente!

Vamos falar dos sentidos
Que usamos para viver?
São cinco órgãos ao todo
Que ajudam a perceber
Tudo ao nosso redor.
Vamos contar e dizer?

Os olhos correspondem
Ao sentido da visão
Com eles podemos ver
Tudo com precisão
São a “janela” da alma
E a porta do coração!

Tem gente que precisa
de uma ajuda, somente!
Pra melhorar a visão
E enxergar perfeitamente
É aí que entram os óculos
Formados por duas lentes!

Depois vem o nosso olfato
O órgão é o nariz!
Sentir cheiro de perfume
Ah! Me deixa tão feliz!
Mas tem cheiro fedorento
Que me deixa é infeliz!

Tem dias que a gente fica
Com o nariz entupido!
Dão zente gêro de nãdã!
Quem dão ficã aborrecido?
nossã boz ficã fanhosa
o gorpo ficã ãbãtido…

E é por causa dos ouvidos
Que nós temos Audição!
Podemos ouvir músicas
Que nos enchem de emoção!
Também ouvimos barulhos,
E diversos outros sons!

Nossa língua é o órgão
Ligado ao paladar
Através dela sentimos
Gosto de bolo, manjar
Só de lembrar me dá fome
E começo a salivar!

Por último nossa pele
O maior órgão da gente!
O tato é o sentido
Que nos diz se é frio ou quente
Aquilo que nós tocamos
Nosso tato nunca mente!

Através desse sentido
Vamos diferenciar
O que áspero ou liso
Para isso é só tocar
Para sentir um carinho
É preciso abraçar!

É tão bom ter os sentidos!
Vamos sempre agradecer!
Há pessoas que não veem
Tudo que podemos ver
E outras que não escutam
O que podemos dizer…

Essas pessoas merecem
Nosso respeito e cuidado
E quem não tem um sentido
Tem outros mais aguçados!
E assim somos iguais,
sendo diversificados!

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Cordel infantil sobre a Independência do Brasil

 

Um pequeno texto criado para atividades infantis sobre o 7 de Setembro!

 

“O Brasil fazia parte

do reinado português

Isso foi há muito tempo

imaginem só, vocês…

 

Portugal nos explorava

levava nossas riquezas

pra suprir necessidades

vindas lá da realeza

 

Nossa aristocracia

começou um movimento

pra livrar nosso Brasil

do imposto sofrimento

 

Nosso príncipe regente

o D. Pedro, tão famoso

quis romper com Portugal

tendo sido corajoso!

 

No riacho Ipiranga

deu um grito muito forte

levantando sua espada:

“Independência ou Morte!”

 

E então estava feito

o Brasil virou nação

e D. Pedro virou  rei

depois da coroação!

 

Foi em 7 de setembro

que D. Pedro declarou

o Brasil independente

e a história perdurou

 

Por isso comemoramos

exaltando o Brasil

viva o nosso país

nossa pátria mãe gentil!”

Mariane Bigio, setembro de 2012.

 

Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou. (parágrafo disponível em: http://www.suapesquisa.com/independencia/)

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Ricardão, a joaninha!

 

Com sua delicadeza

lá se vai a joaninha

voando por entre as flores

com vestido de bolinhas

 

pousou num galho bem alto

para poder descansar

quando ouviu formigas macho

n’ outro galho a conversar:

 

“mas que joaninha linda!

que coisinha mais faceira!

será que tem namorado

ou será que é solteira?”

 

“ei, psiu, dona Joana!

se aproxime, venha cá!”

disse um dos formigões

tentando lhe cortejar

 

Joaninha enfurecida

logo se aproximou

não disse uma palavra

quando um deles falou:

 

“que antenas delicadas

que patinhas femininas!”

e as asas, tão bonitas

a sra. é divina!”

 

Joaninha respondeu

assustando os dois insetos:

“O meu nome é Ricardão

vou passar um papo reto…

 

Não quer dizer que sou fêmea

Só por que sou joaninha

respeitem! ou lhes transformo

em formiga picadinha!”

 

sua voz era tão grave

que o galho balançou

uma das formigas macho

quase se acidentou!

 

Ricardão, a joaninha

que era macho até demais

saiu voando deixando

os formigões para tras

 

os dois logo aprenderam

que julgar pela aparência

pode ser bem arriscado

e ter sérias conseqüências!

 

(Livremente inspirado no filme “Vida de Inseto”; Guarda-chuva de joaninha na mão para a contação da histórinha!)

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Feliz dia dos Pais!

 

Este cordelzinho foi encomendado pela Escola Santo Antônio, da cidade de Santa Cruz do Capibaribe – PE, e foi a lembrançinha que os pais levaram para casa, em comemoração pelo seu dia… fez o maior sucesso! A ilustração é do meu querido amigo Diego Gibran.

 

“A Escola Santo Antônio

Da Cidade Santa Cruz

Escolheu a poesia

Pra usar de sua luz

Pra homenagear os pais

Que merecem muito mais

Esperamos fazer jus

 

Àquele que nos conduz

E que é a nossa base

Que é nosso alicerce

Que nos guia em cada fase

Com a sua experiência

Nos serve de referência

Que o futuro não atrase

 

E assim, em pleno êxtase

O cordel serve de ponte

E faz ode a este homem

Que nos mostra o horizonte

Nos educa para o mundo

Com o seu amor profundo

Não se esgota sua fonte!

 

É preciso paciência

Não é fácil educar

Entregar-se por inteiro

A tudo renunciar

Amparar e proteger

Mas também é seu dever:

Punir quando precisar

 

Ter ânimo pra brincar

E até ler uma histórinha

Mesmo quando o cansaço

Sua mente desalinha

Lutar para estar presente

Pois quando se faz ausente

Nossa casa desaninha…

 

Conversar sobre os assuntos

Mais difíceis de lidar

Ter sempre a resposta certa

Pra o que filho perguntar

Junto com ele aprender

E saber reconhecer

Se por um acaso errar

 

E tem pai de todo tipo:

Aquele que é esportista

Mesmo acima do peso

O que jura ser artista

Mas só canta no chuveiro

Pai polícia, pai bombeiro

Burocrata e analista

 

Tem pai que tem alma jovem

E que é todo descolado

Usa em seu vocabulário

“meu irmão” e “tá ligado”

Tem pai que só usa terno

Tem pai que é “supermoderno”

E computadorizado

 

Tem pai que é professor

Motorista ou pedreiro

Vendedor, aposentado

Todo pai é engenheiro

Não importa a profissão

Pois cuida da construção

do futuro do herdeiro!

 

Nosso pai é nosso herói

Tem responsabilidade

De ser o melhor exemplo

Viver com dignidade

E ser um trabalhador

Pois o filho é seguidor

De sua realidade

 

Tem pai que ficou careca

Será de preocupação?

Tem pai que é barrigudo

E que usa um bigodão

Tem pai que é bem magrinho

Tem pai alto e baixinho

Tem pai que faz um “tipão”

 

Tem tio que vira pai

Por cuidar tanto da gente

Tem pai que é adotivo

Mas o amor que ele sente

É tão grande e verdadeiro!

Tem pai que é do estrangeiro

Todo pai é diferente!

 

Tem pai que é de São Paulo

Tem sotaque do sudeste

Se o pai for Pernambucano

Ou de um canto do Nordeste

Nem precisa perguntar

Muito menos duvidar:

Ele é um Cabra da Peste!

 

Tem pai que mora com a gente

Tem pai que não mora, não

Tem uns que moram distante

Tem que vir de avião

Não importa onde mora

Se não está aqui agora

Tá dentro do coração

 

E tem pai que já partiu

que nos mata de saudade

que nos faz imensa falta

diante da adversidade

desejamos o seu colo

e em seu caminho sólo

A Mãe é Pai de verdade!

 

Agradeça todo dia

Quem tem o seu pai pertinho

Ouve sempre a sua voz

E que sente seu carinho

Que te cobre em noite fria

Que te trata com alegria

E conduz o teu caminho

 

Que Deus abençoe sempre

Nossos pais, é meu pedido.

Já que Deus é o grande Pai

Que teve Seu Filho ungido

E que sempre olha por nós

Nunca estaremos sós

Viva nossos pais queridos!”

 

 

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