Adivinhas de Natal em formato de Cordel!

Xilogravura Árvore de Natal

 

 

Desde o lançamento da Coletânea “O Que Sou Eu?” de cordéis infantis para ler e colorir que  volta e meia trabalho a junção do Cordel com as Adivinhações para criar Histórias Infantis. Desta vez, eu e minha amiga e grande parceira, a também cordelista Susana Morais, fizemos juntas algumas estrofes com tema natalino. Posto aqui uma parte das estrofes que criamos e que deve virar um folheto de Cordel dentro em breve… quero ver se vocês adivinham… Feliz Natal!!!

 

Ele traz a alegria

pra este mundo cruel

distribui a esperança

vem voando pelo céu

sempre cheio de presentes

ele é ______?

 

Não é carro nem foguete

não faz fumaça nem pó

papai Noel no comando

guia mas não está só

renas puxando com força

seu transporte é o ______?

 

Puxo o trenó do Noel

Toda vez que ele ordena

Eu ajudo no Natal

Vivo em alegria plena

Sou um animal veloz

Todos me chamam de _______?

 

Nem sempre sou de verdade

Eu sou artificial

Fico sempre enfeitada

Você não acha outra igual

Eu sou verde ou colorida

Sou a  ______?

  

Ela tem que estar limpinha

Sem chulé e nem areia

Quando for tarde da noite

Depois de comer a ceia

Noel deixa um presente

Lá dentro da nossa _______?

 

 

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Micro manifesto pela autonomia da infância

Foto de Jonas Araújo

Foto de Jonas Araújo

                                    

 

criança não é um adulto pequeno.

A criança produz significado, e, assim,

produz também cultura.

                                                                                                                        

brincadeira é a sua linguagem, seu dialeto.

A criança precisa ser reconhecida como indivíduo,

sujeito criador e atuante no mundo.

 

A criança deve ser protegida, mas acima de tudo,

respeitada.

 

Mariane Bigio, Fevereiro de 2013.

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Feliz dia dos Professores!!!

Aos professores, formais e informais, mestres de todos os tipos que passaram pela minha vida: Obrigada!

Em sua homenagem deixo aqui um singelo poema que escrevi e um vídeo, que tive a honra de poder produzir junto ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação de PE.

“As palavras que eu escrevo no poema
Já não se mostram capazes de expressar
‘gratidão’ será tão pouco pra falar
e traduzir a grandeza deste tema
o Saber que existe além do teorema
transmitido aos alunos com louvor
das metáforas da vida, um mentor 
Poesia para muito além do Verso
a Ciência muito além do Universo
Se alcançamos foi graças ao Professor!”

 

 

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Cordel Animado na Bienal do Livro – 2013

TODOS os dias, manhã e tarde, na Bienalzinha! Não dá pra perder! Muita história, literatura de cordel, e é claro: diversão!

 

bienalzinha pgm

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Dia Mundial da Alfabetização – Matéria na Folha de Pernambuco

Captura de tela 2013-09-08 às 11.22.37

(capa)

 

Captura de tela 2013-09-08 às 11.16.36

 

 

Leia Aqui a Matéria Completa: Leitura Para Compreensão do Mundo

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Fim de Semana de Muitas Histórias!

Ainda no clima do Dia do Folclore, no Sábado (31/08) de manhã, vou levar pra garotada da Vila & – Diversão Inteligente um monte de Lendas e Brincadeiras Folclóricas! No mesmo sábado, e no domingo também, sempre às 16h, eu e Milla Bigio estaremos contando e cantando histórias com o nosso projeto, Cordel Animado, na Praça do Arsenal, durante o Festival A Lera e A Voz. Não tem desculpa pra ficar em casa, hein???

vila 7 31-08

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Festival Aldeia do Velho Chico 2013 – Petrolina-PE

Vai ter Literatura pra ninguém botar defeito no Aldeia deste ano! Oficina de Contação de Histórias com Mariane Bigio, Apresentações do Cordel Animado e do Circo dos Astros! Confira a programação: http://www.sesc-pe.com.br/hotsites/2013/aldeiachico/programacao.php

aldeia

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Colônia de Férias pra garotada!

espaço de trela

 

Corram pra garantir a vaga dos seus filhotes, vai ser demais!

Saiba mais em: Espaço de Trela

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Confissões de uma menina que adora comida junina!

comidas juninas

“Eu adoro o São João

Uma festa tão bonita

Bandeirinhas e balão

Moça com laço de fita

Chapéu de Palha, rapaz

Tudo isso e muito mais

Que você nem acredita!

 

Mas o que eu mais gosto mesmo

É a danada da comida!

É cada coisa gostosa

Como eu nunca vi na vida!

Um cheiro bom na cozinha

Sempre peço uma provinha

Pois sou muito atrevida!

 

Minha bisa, já me disse:

“Mais parece uma formiga!

Adora doces e bolos

Assim tens dor de barriga!”

Aí eu digo sem tento:

“É que estou em crescimento…

Ou será que é lombriga?”

 

Tem bolo pé-de-moleque

Tem pamonha, mungunzá

e a canjica, que delícia

eu como até enjoar!

no intervalo da quadrilha

pra recarregar a pilha

vou correndo me fartar!!!

 

Tem bolo de macaxeira

Mandioca e fubá

O bolo Souza Leão

Paçoca pra completar

De milho também tem broa!

É tanta comida boa

Que não dá nem pra contar!

 

Milho assado na fogueira

Ou cozido na panela!

Com manteiga de garrafa

Lambuzado na tigela!

Viva, viva São João!

Viva o milho, a plantação

A roça toda amarela!”

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Feliz dia para todas as mães.

A Mãe Que Pariu o Mundo - por Diego Gibran

 

Meu primeiro Cordel, escrito em Maio de 2007, às vésperas do dia das mães, em homenagem à minha mãe, depois de um desentendimento que tivemos. Porque na raiva também reafirmamos o amor.

O Cordel foi lançado em Agosto do mesmo ano, e conquistou o quarto lugar na Recitata 2007 do Festival Recifense de Literatura e sua primeira edição foi publicada pela Fundação de Cultura do Recife ,na coleção Leandro Gomes de Barros.

 

Dedico esse texto a todas mães que geram e gerem mundos – mais que complexos – todos os dias.

 

 

 

A Mãe que pariu o Mundo

(1)

Essa história é contada

Pela crença popular

Duma vila abandonada

Na Estrada do Pilar

Da cidade de Tetéu

Distrito de Cachumbá.

(2)

Antes era o universo

Um vão negro de dar dó

Tinha nada, só estrelas

Feitas de brilhante pó

Espalhadas pelo Vento

Que então reinava só.

(3)

O Senhor do Infinito

Cansou da escuridão

Teve idéia de fazer

A grande rebelião:

Roubou uma das estrelas

E a pôs em sua mão

(4)

Disse: estrela!oh, estrela!

Me cansei de ser sozinho

Nem o Vento é meu amigo

Pois é rei e é mesquinho

E também cansei do preto,

Que enegrece meu caminho

(5)

Sou Senhor do Infinito!

Quero muito colorir!

O universo é a tela

E de ti há de surgir

A mais prima obra-prima

O Mundo irás parir!

(6)

Nessa hora, emocionado

O Senhor lacrimejou

Uma água doce , cálida

Pela face lhe rolou

Pranto-sumo, seiva bruta

À estrela alimentou.

(7)

Esta fez-se então mulher

Com os seios volumosos

Com as ancas abarcantes

Os quadris voluptuosos

Já no âmago levava

Os pinguinhos preciosos…

(8)

O choro fertilizante

Já  a tinha invadido

O seu corpo estremecia

Totalmente possuído

Por prazer e por torpor,

Por um caos enternecido.

(9)

A estrela-mulher feita

Adornou a sua testa

Com as flores lactosas

Das galáxias em festa

Recolheu-se a um canto

Pra tirar a sua sesta

(10)

Bem longe da proteção

Daquele que lhe criou

Ela descansava leve

Quando o Vento a rondou:

Sinto falta duma estrela

Acho que Ele roubou!

(11)

Amaldiçoada seja,

Tua cria ao nascer!

Vejo brilho no teu rastro!

És estrela, posso ver!

No Mundo que vai chegar

Vis desgraças hão de ter!

(12)

O Senhor ao escutar

Acudiu em seu favor

Fez do Vento simples brisa

Pra soprar quando calor

Acalmou a prenha-astral

E beijou-lhe com amor.

(13)

[Aliás, o sentimento

Que acabo de citar

Foi apenas nomeado

Muito tempo após chegar

A tão esperada cria

Como logo vou narrar…]

(14)

O feto desenvolveu-se,

Era grande e saudável,

Tão redondo e pulsante!

E a mãe de tato afável

Acarinhava a barriga

De maneira muito amável

(15)

De repente houve um estrondo

A mulher soltou um grito…

Uma água caudalosa

Pingou do ventre contrito

Cheia de sal e de vidas

(Eis o Mar aqui descrito)

(16)

Logo após a enxurrada

veio então a dor imensa

pois o sólido doía

de maneira muito intensa

a mulher acocorou

fez dos braços uma prensa

(17)

[uma música ao longe

começou-se a escutar…

canto lúdico entoado

uma flauta a tocar

o Senhor entrou em transe

começando a meditar]

(18)

E ao mesmíssimo tempo

que a mulher empurrava

quanto mais forte a dor

mas a música aumentava!

E uma ponta de luz

do seu sexo emanava.

(19)

Finalmente um grito mudo.

Era um “ai” do coração

Uma gota de suor

Gotejou na imensidão

E o Mundo foi expulso

Com enorme profusão…

(20)

As cores se misturavam

Água e terra se fundiam

Com o fogo e o ar

As vidas verdes cresciam

Do mar apontavam bípedes

Caminhantes, que caminham

(21)

A mulher aliviada

Ali mesmo adormeceu

Com o peito apertado

Que nem ela entendeu

Queria afagar o Mundo

Tê-lo sempre ao lado seu

(22)

Era o Amor que ali nascia

Com tamanha intensidade

Aliou-se  à Alegria,

Ao Respeito, à Verdade,

Ao Carinho, ao Cuidado,

Calma e Serenidade.

(23)

Aliou-se às Virtudes

Que em verdade brotavam

Dos seios da Mãe do Mundo

(e) as bocas dele sugavam

o Leite cheio de Bem

e assim se saciavam

(24)

O Senhor , pra terminar

sua imensa aquarela

fez com a ponta do dedo

mais uns pontos nessa tela

fez o Sol, astro maior

bola de fogo-amarela

(25)

E assim o Mundo segue

com o Mal e com o Bem

pois a maldição do Vento

fez-se fato aqui também

mesmo que sua mãe vele

a tristeza vive aquém

(26)

Brisa negra ainda sopra

dentro do ouvido humano

empoeira corações

e sobre a paz joga um pano

faz a guerra olho a olho,

Dente a dente, mano a mano.

(27)

Quase ao fim, urge lembrar

O Mundo é bom em essência

Fruto de vontade pura

Colorindo a existência

Foi nutrido com o líquido

Da bondade em excelência

(28)

Há desgraças é verdade

Mas há muita alegria

Seus filhos conhecem dor

Mas o Amor em primazia

Reina no fundo do ser

Em cada um, cada dia.

(29)

À mulher que aqui me pôs

Dedico essa poesia

Ela em muito se parece

Com a mãe que eu descrevia

Fato é feita da brancura

Do Leite que escorria.

(30)

Com ele me amamentou

Me cuidou, me fez sorrir

Fez chorar e fez calar,

Levantar após cair

Me mostrou o alicerce

Para a vida construir.

(31)

Já vou acabando então

Versando assim o que sinto

*Entrou na boca do pato

saiu na boca do pinto

Pra terminar quem quiser

Se vire e conte mais cinco!

 

*(adaptação de versos ouvidos na infância, depois minha de  avó, ou minha mãe, contar uma história)

Mariane Bigio Nascimento

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