Comemorando o Dia Nacional da Poesia no programa Hora da Alegria, da TV Jornal!

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Oficinas para a garotada em Março e Abril!

Oficinas!

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Deus Abençoe….

(infelizmente este é um poema-relato)

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Deus abençoe esse rabo.
Com essas palavras. Exatamente essas, sem tirar nem por.
Era desconcertante.
Era como se ter um rabo roubasse a minha dignidade
Deus abençoe, ele disse.
Ou melhor, escreveu.
Melhor seria se houvesse dito, proferido, mas escreveu.
Escreveu em um papel, daqueles bloquinhos de anotar idéias.
Há um quê de sacro na palavra escrita, não sei.
Ela permanece mais na memória, uma frase, um verso, vira uma imagem,
Apreendida.
Ou o fato de eu acreditar em Deus.
Estava embriagado de vinho e de toda uma história que remetia aos tempos mais remotos da sociedade em que vivo. Embebido em desrespeito e despropósito. Ébrio de puro machismo.
Tive raiva da calça que usava. Tive raiva do meu próprio corpo.
Me sabia fêmea, selvagem, por vezes. Mas daí a ter um rabo abençoado…
E assinou. Assinou embaixo. Não havia vergonha nas palavras escritas.
No ato. Havia vergonha nas palavras lidas, no fato.
E em mim. Eu era toda vergonha, desembaraço.
Eu tenho um rabo.
Virei bicho.
Vou carregá-lo e abaná-lo frente a todos os que ousarem me desrespeitar.
Como uma cadela, vou rosnar e mostrar os dentes aos meus opressores.
Cuidado, cadela brava e hostil.

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Breu total

foto de Jonas Araújo

foto de Jonas Araújo

Um verso no escuro não tem dono

Um verso no escuro não é visto

Só se ouve, um verso no escuro

No escuro o verso fica puro

Sem face, sem pele, só a voz

E o verso que é dito no escuro

Murmuro…

O escuro é o silencio da luz?

E o verso, é o claro da língua?

E o eco?

E o escuro do beco?

E o escuro da noite?

E o açoite?

A lapada do verbo, clarividente?

Melhor ficar no escuro, sem saber? Inocente?

Abre

Acende

Ouve

Vê: és o dono do verso que escutas no escuro.

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Do medo

Não há realmente o que temer.
O medo é máscara, é venda.
Inibe os sentidos e exaspera os sentimentos.
A morte é invenção, pois não há nada de fato
que passe, de uma hora para outra, à completa inexistência.
Não há segredo: não tenha medo.

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O Menino e a Caixa – um Cordel Natalino para Crianças!

 

http://caprichodebiscuit.blogspot.com.br/2009/07/presepio.html

 

Numa casa muito pobre

um menino soluçava

ninguém sabia ao certo

por que é que ele chorava

 

era noite e estava escuro

ele logo adormeceu

e enquanto ele sonhava

algo estranho aconteceu

 

uma caixa de sapatos

foi deixada em sua porta

ela estava amarrotada

com a tampa um pouco torta

 

o menino viu a caixa

logo de manhã bem cedo

foi abrindo, curioso

mas com um pouco de medo

 

e lá dentro o que havia?

alguém pode adivinhar?

um sapato? um bichinho?

o que ele vai achar?

 

na caixinha abandonada

embrulhados com cuidado

havia dez bonequinhos

todos em perfeito estado

 

o primeiro bonequinho

que o menino descobriu

era uma bela moça

com seu manto azul-anil

 

depois outro bonequinho

foi logo desembrulhado

era um homem, muito sério

segurando seu cajado

 

havia também na caixa

três bonecos coroados

que traziam três presentes

para serem ofertados

 

três bichinhos esperavam

pra serem desembalados

uma ovelha, um boizinho

e um galo empertigado!

 

o menino deu um riso

quando abriu outro papel

era um anjo, tão sublime

desses que moram no céu

 

a caixa quase vazia…

só restou um bonequinho

que era o mais bonito

um bebê em seu berçinho

 

o berçinho era de palha

e o bebê, tão pequenino

tinha um brilho diferente

que cativou o menino

 

durante o dia todo

o menino aproveitou

brincou tanto que nenhum

bonequinho descansou!

 

na noite daquele dia

antes mesmo de dormir

guardou tudo bem guardado

não deixou ninguém abrir

 

era noite de Natal

e o menino nem lembrava

foi aí que aconteceu

o que ninguém esperava

 

uma luz desceu do céu

e entrou dentro do caixote

uma música tocou

e o menino deu pinote!

 

levantou do seu colchão

e correu pra averiguar

chegou perto eu deu um grito

não podia acreditar…!

 

o bonecos tinham vida

e cantavam em coral

uma música bonita

falando sobre o Natal

 

Maria, a bela moça

ao menino abençoou

pegou o bebê no colo

e a ele apresentou:

 

“Esse aqui é o meu filho

o seu nome é Jesus

viemos a sua casa

para trazer muita luz…

 

para que você não chore

nunca mais, de madrugada

saiba que a sua vida

poderá ser transformada

 

levante sua cabeça

basta só acreditar

estude, e não esqueça:

nunca pare de lutar!

 

um dia você verá

tudo vai ser diferente

ajude sua família…

vai ser bom  daqui pra frente!”

 

o menino agradeceu

e se encheu de alegria

ficou ali vendo a cena

enquanto Jesus dormia

 

conheceu os três Reis Magos

e José o Carpinteiro

e depois pegou num sono

agarrado ao travesseiro

 

na manhã ao despertar

ele achou ter sido um sonho

foi em direção à caixa…

teve um susto tão medonho!

 

os bonecos lá estavam

parados na posição

em formato de presépio

igual à sua visão…

 

então não foi sonho, não!

tudo tinha acontecido!

ele então olhou pro céu

pois estava convencido:

 

tudo iria mudar

e só dele dependia

ele iria estudar

como lhe disse Maria

 

O menino decidiu

fazer o sonho real…

e nunca mais esqueceu

essa noite de Natal.

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Casórios e mais casórios…

juntar-escovas-de-dentes

Mais um casal que se une… e tome poesia!!!

“Peço a Deus neste momento
Que me faça inspirada
Já que vou falar de amor
E a história que é contada
De Alessandro e Helliny
Em Cordel é registrada

Nosso Pai escreve certo
Por linhas tão tortuosas
O casal que me refiro
Foi por senda sinuosa
Até chegar enfim nesta
Relação maravilhosa!

Seu destino estava escrito:
Cada um em seu estado
Ela veio de Goiás
Das terrinhas do cerrado
Ele veio do sudeste
Tudo estava encaixado

Encontraram-se no Acre
Ele foi pra trabalhar
E ela por outro lado
Viajou pra estudar
E foi assim que Deus fez
O caminho se cruzar

Os olhares se bateram
Desde a primeira vez
Quando estavam na igreja
Ela o viu de xadrez
Com uma baita cabeleira
Demonstrando altivez

“Mas que rapaz bonitinho
Eu gostei do seu estilo!”
Pensou Helliny consigo
Mal sabia que em sigilo
Alessandro admirava
A moreninha tranquilo…

Ele chegou atrasado
Chamando sua atenção
Ela olhava pro relógio
Bem na sua direção
Paquerava o rapaz
Não perdia tempo não!

Lá foram apresentados
Começaram a amizade
Alessandro evitava
Se apaixonar de verdade
Já que ele pretendia
Voltar pra sua cidade

Mas então já era tarde
Ele estava envolvido
Tentou se desvencilhar
Pois estava convencido
De que seria melhor
Se o amor fosse esquecido

A menina sofreu tanto!
Mas logo encontrou um colo
Um rapaz apaixonado
Que quis ser o seu consolo
E Alessandro arrependido
Seguiu seu caminho solo!

Mas o tempo foi passando
O namoro terminou
Helliny ficou sozinha
E ele logo a procurou
Queria tentar de novo
Consertar o que errou

Ele então pediu a Deus
Orando em pranto e dor
Ali permaneceria
Se tivesse seu amor
Do contrário iria embora
Mas Deus ouviu seu clamor!

Ela lhe pediu um tempo
Ele de pronto aceitou
Um mês e mais alguns dias
Foi o tempo que esperou
Era seu aniversário
Quando ela o beijou!


Não houve melhor presente:
Beijo na orla do rio!
Nervosismo apaixonado
Desses que causa arrepio!
E assim foi preenchido
O que antes foi vazio…

Um ao outro se completa
Estão juntos desde então
Gu e Nina nos chamaram
Para esta ocasião
Pra selar em matrimônio
Sua eterna união!

Enfim juntos para sempre!
Unidos neste momento
Que sejam muito felizes
E que dure o sentimento
Que a mão do nosso Deus
Abençoe o casamento!”

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O encontro de Luis Carlos Prestes e Lampião ou Quando o Virgulino teve um problema com a Coluna

Foi no século passado
No ano de vinte e seis
Não se sabe ao certo o dia
Especula-se o mês
Que chegou a Juazeiro
O temido cangaceiro
Imbuído de altivez

Virgulino, conhecido
Sob o vulgo Lampião
Famoso Rei do Cangaço
Governador do Sertão
Foi em busca do “Padim”
Lá o encontrou por fim
Padre Cícero Romão

Ao chegar nesta cidade
Foi muito bem recebido
Aos pobres lhes dava esmola
Jornalistas destemidos
Lhe faziam entrevista
Portou-se como um turista
Pelo Padre protegido

Mas a súbita visita
Tinha a sua intenção:
Virgulino recebeu
O cargo de Capitão
a patente controversa
sendo por ele malversa
em troca d’uma Missão

Nomeado comandante
por Floro Bartolomeu
no Batalhão Patriótico
um destino recebeu
Com seu bando enfrentaria
As tropas da rebeldia
O que nunca aconteceu

Era seu objetivo
Frear a Coluna Prestes
Grupo revolucionário
Vindo do Sul e Sudeste
Despertando a atenção
De toda a população
Marchando rumo ao Nordeste

Tinha em Luis Carlos Prestes
Ex-militar revoltado
Liderança principal
Comunista iniciado
Contra a República Velha
Miguel Costa se emparelha
E soma-se um aliado

Ao longo de poucos anos
A Coluna caminhou
Pregando o voto secreto
Muito apoio conquistou
Com coragem combatia
As bases da oligarquia
Sua fama se firmou

Com mil e quinhentos homens
E a técnica da guerrilha
Foram vinte e cinco mil
Quilômetros nessa trilha
Passando por treze estados
Tenentistas e aliados
Gente à causa se perfilha

O confronto encomendado
Jamais se concretizou
Lampião rompeu o pacto
À caatinga retornou
A Coluna e o Cangaço
Não dividiram espaço
No que a história nos contou

Mas se fosse diferente?
Se tivesse acontecido?
Se pudesse Virgulino
Ter a Prestes conhecido?
Como seria então
Houvesse a reunião
Entre os incompreendidos?

Eu cá tenho um palpite
Pois enxergo a semelhança
Entre as personalidades
Entre as duas lideranças
Lampião, “Rei do Cangaço”
E Prestes em seu compasso
“Cavaleiro da Esperança”

De dentro daquelas brenhas
Saltaria Lampião
Com seu bando, logo atrás
Lhes dizendo em canção:
“Ajoelhem-se agora
Obedeçam sem demora
Às ordens do Capitão”

Antes de tentar a luta
Prestes parte a conversar
“Meu amigo, tenha calma
Ouça o que vou lhe falar…
Estamos do mesmo lado
Ambos somos os soldados
De uma causa singular”

“Não me importo com a causa
Sinhôzinho que não presta!
Eu só luto por mim mesmo
E a caatinga é o que me resta
Me fizeram Capitão
Essa é minha missão…
Meto um tiro em tua testa!”

“Não és contra o Governo?
Pois saiba que também sou
Não te afeiçoas aos pobres?
Pois eu também me afeiçoo
Também tenho o meu bando
E enquanto estamos falando
Todo ele te cercou”

Lampião estarrecido
Pelo astuto contra-ataque
Acalma de pronto o facho
Deixa que Prestes matraque
E acaba convencido
Tendo então reconhecido
De Prestes o seu destaque

Lampião veria ali
Uma possibilidade
De obter a proteção
Dada a grande quantidade
De soldados na Coluna
Aliança oportuna
E provável amizade

Os grupos caminhariam
Por um tempo, lado a lado
Até que o próprio tempo
Os deixasse afastados
Lampião seguindo a senda
Que o transformou em lenda
E Prestes sendo exilado

E Jamais esqueceriam
Esse tempo, no passado
Em que Lampião e Prestes
Se tornaram aliados
Mesmo suas companheiras
Ambas mulheres guerreiras
Já teriam combinado

Elas seriam comadres
Trocando cartas amigas
Relatando experiências
Contando lutas e brigas
De seus maridos na estrada
A sorte sendo narrada
Em bilhetes sem intrigas

Grávida de sua filha
Que se chamaria Anita
Olga Benário recebe
Um belo laço de fita
No embrulho um recado
“Deus lhes guarde com cuidado”]
adeus, Maria Bonita”

Prestes entra na política
Lampião decapitado
E a verdade ninguém sabe
Se foi certo ou errado
Se algum deles foi bandido
Ou herói embevecido
Mas serão sempre lembrados

E assim teria sido
Preencho esta lacuna
Minha imaginação
Com a poesia coaduna
Neste cordel que conteve
Quando o Virgulino teve
Um problema com a Coluna!

(revisão por Susana Morais!)

Notas:

1 – Acredito que este Cordel possa se enquadrar no gênero da Metaficção Historiográfica, a  saber: “caracteriza-se por um uso programático da narração e por uma verdadeira ressurreição da problemática histórica, tratada com uma liberdade nunca antes conhecida no âmbito da ficção” (Carlos Ceia)

2 – Existem três versões sobre o encontro de Lampião e Prestes. A primeira versão, na qual a ideia do texto acima se baseia, é a de que eles na verdade nunca se encontraram, segundo os relatos colhidos e registros estudados por Rosilene Alves de Melo, em seu Livro “Arcanos do Verso: trajetórias da literatura de cordel.”. A segunda versão é afirmada pelo próprio Lampião, em entrevista concedida ao médico do Crato Dr. Otacílio Macedo, transcrita no livro “De Virgolino a Lampião”, de Vera Ferreira (neta de Lampião) e Antonio Amaury. Nesta segunda versão Lampião relata: “tive um combate com os revoltosos da Coluna Prestes, entre São Miguel e Alto de Areias. (…) sendo eu um legalista, fui atacá-los…”, atitude que parece ser um tanto contraditória vindo de Lampião, que de “legalista” não tinha nada. A terceira versão colhi do depoimento de Álvaro Severo, pernambucano natural de Serra Talhada, que tendo sido agente do IBGE durante alguns anos naquela região, obteve relatos de um senhor, morador da Fazenda Serra Grande contemporâneo de Lampião, e provável familiar de coiteiros do cangaceiro, que afirmou que Lampião e Prestes se encontraram, de fato, mas não se confrontaram, por entender que seus interesses possuíam uma convergência.

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Cordel de fim de ano!

 

Quem melhor que a Poesia

em formato de Cordel

pra falar do Novo Ano

E pintar, como um pincel,

com os tons da harmonia

um quadro de euforia

de maneira tão fiel?!

 

Tome as luzes da cidade

simbolizando o Natal

e acenda dentro de si

o brilho celestial

que traz amor e saúde

também toda a plenitude

tudo o que é essencial

 

É tempo de refletir

E buscar renovação

Que o Natal e Ano Novo

lhes despertem compaixão

que dure o ano inteiro

de janeiro a janeiro

sem ter data ou estação!

 

Que a família esteja unida

buscando a felicidade

que os “nós” se façam “laços”

e que exista, de verdade

o Fim do Mundo doente

nascendo um Novo, contente

movido pela igualdade

 

 

E se alguém te encontrar

com um leve ar de riso

feliz sem mais nem por que

distribuindo Sorriso

se esse alguém te questionar

peça pra ligar pra cá

nos indique, se preciso!

 

Diga que o seu segredo

é carinho e atenção

que recebes quando alguém

tem muita dedicação

e amor pelo que faz

e assim encontra a paz

exercendo a profissão

 

Diga “Foi o Doutor Rudys

e a Doutora Adriana

me tratando com cuidado

e afeto que nos irmana

transformaram o meu dia

com um pouco de poesia

e alegria que emana!”

 

multiplique este carinho

passe o poema adiante

seja como uma estrela

cujo o brilho, cintilante

ilumina o caminho

dos que se sentem sozinhos

lhes deixando confiante

 

Eis aqui nossa mensagem:

E é preciso acreditar

no nascer de um novo ciclo

no poder de transformar

renovar as energias

e ter a sabedoria

para sempre melhorar.

 

 

O que estiver ao alcance

O que de nós depender

pra Você ter vida plena

nós faremos com prazer

todas nossas atitudes

são pra Você ter Saúde

para dar e pra vender!!!

 

Poema feito com muito carinho a pedidos do casal de dentistas de São Luís do Maranhão para presentear seus pacientes neste final de ano!

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Mais um pouco do Circo dos Astros!!!

Assista o vídeo da Abertura do Circo dos Astros na Fenekids 2012!

Pra saber mais desse espetáculo, clique aqui

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