Marcha Soldado – Exército Mosquito Na Mira

 

“Marcha Soldado

Todos tem o seu papel

O Aedes Aegypti

Tem que ir pro beleléu

(2x)

 

Esse Mosquito é fogo!

Um monstro profissional

Acode, Acode, Acode

O Combate é Nacional”

(2X)

 

Letra por Mariane Bigio

Licença Creative Commons
O trabalho Marcha Soldado – Exército Mosquito na Mira de Mariane Bigio está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença emhttps://marianebigio.com/contato/.

Sobre o Projeto “Exército Mosquito na Mira”:

Para atender a necessidade de conversar com as crianças e envolvê-las no processo de combate ao Aedes Aegypti, a Libre Promo desenvolveu a ação Exército Mosquito na Mira que consiste na convocação da garotada para participar da campanha de extermínio do mosquito. Trata-se de uma trupe formada pelo Cordel Animado, recreadores e um mosquito de pelúcia que interage com a trupe.

Parlendas e músicas infantis de domínio público foram transformadas em lições musicais por Mariane Bigio para garantir que o projeto pedagógico seja uma séria brincadeira cultural e divertida.

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Milho Embonecado

São João tava chegando
Era tempo de colheita
Na roça de seu José
Toda a família se ajeita
A mãe, a vó e o filho…
Todos vão colher o milho
A safra estava perfeita!

Manézinho gritou: – Eita!
Que danado aconteceu?
O milho tá com cabelo
Olha o “tanto” que cresceu!
José pegou a espiga
Reparou com certa intriga:
– Foi a chuva que Deus deu!

Cabeleira apareceu
E o milho embonecou
– Embonecoriquê?
O menino perguntou
– Com essa fibra sapeca
O milho virou boneca!
O pai sorrindo explicou

O Caldeirão esquentou
A espiga foi cozida
Uma oração à mesa
Em gratidão à comida…
O milho se embonecar
É a roça se enfeitar
De maneira agradecida!

Mariane Bigio, Junho de 2015

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Rio das Capivaras – Cordel e Educação Ambiental

Cordel feito para o projeto pedagógico do Museu da Cidade do Recife (Forte das Cinco Pontas), em congruência com a exposição “Capibaribe, meu Rio”, que traz belíssimas imagens, vídeos, textos e instalações sobre o Capibaribe. Durante o projeto, alunos das escolas públicas e particulares da região puderam visitar e conhecer o Forte, visitar a exposição e assistir à apresentação do Cordel “Rio das Capivaras”, com Mariane e Milla Bigio (Cordel Animado), além de levar para casa o Cordelzinho com ilustrações para colorir (assinadas por Emerson Pontes). A protagonista da história é a Dona Capiba, uma Capivara habitante do Rio e preocupada com a degradação ambiental.

Rio das Capivarasrio das capivaras rio das capivaras 2 rio das capivaras 3

 

“Com licença minha gente!
Vou contar uma história!
Dessas pra se ter na mente
para guardar na memória
neste cordel que se exibe
falo do Capibaribe
rio tão cheio de Glória

Mereceu dedicatória
na poesia de Bandeira
João Cabral de Melo Neto
Dedicou-lhe história inteira
E quem é de Pernambuco
E tem sangue Mameluco
Lhe tem paixão verdadeira

Um dia andando na beira
Desse rio tão bonito
Avistei em meio ao Mangue
Um bicho meio esquisito
Um enorme roedor
Muito ágil nadador
Que quase não acredito!

E o bicho deu um grito:
“Mas isso não é possível!
Outra vez jogaram lixo!
Oh, mas que fedor terrível!
É pior que meu chulé
Nem posso lavar meu pé
Com essa sujeira horrível”

E pensei, que coisa incrível!
Mas que bicho inteligente!
Como será o seu nome?
Não está muito contente
Será que é um porquinho?
Ou um tipo de ratinho?
olha como usa o dente!

Cheguei toda sorridente
Perguntei: “Quem é você?”
“Eu sou a Dona Capiba!”
Ela veio responder
“Eu sou uma Capivara
Sou espécie quase rara
Tentando sobreviver”

E lhe perguntei: porque?
E ela então me respondeu:
“É só olhar ao redor
Veja o que aconteceu
Com toda essa nojeira
Da minha família inteira
Por aqui só restou eu!”

“O resto se escafedeu
Tem gente no Pantanal
E até lá no zoológico
E eu aqui, no manguezal
Tentando salvar o Rio
Vivendo esse desvario
Me alimentando tão mal!”

“Eu gosto de vegetal
As plantas são meu manjar
Não vê esse meu corpinho?
Nem preciso me esforçar!
Mas com a poluição
Eu fico sem refeição
Desse jeito assim não dá!”

E ouvindo ela falar
Eu prestei mais atenção…
Capibaribe é lindo!
Do Recife o coração!
Entrecortado por pontes
Vem da linha do horizonte
Surgindo na imensidão…

Ele vem lá de Poção
Onde fica a nascente
Desse rio que percorre
Com suas águas correntes
Agreste e Zona da Mata
Com sua beleza exata
Junto aos rios afluentes

Chega ao Litoral contente
Por poder alimentar
Marisqueiras, pescadores
Com seus peixes a nadar
E aqui o Capibaribe
Encontra com o Beberibe
Para se entregar ao mar!

Comecei a relembrar
Essa bonita paisagem
Dos barcos que aqui navegam
Das garças em suas margens
Seu cais abraça a cidade
E este abraço é na verdade
A mais bela das imagens!

“Outros animais selvagens
Aqui constroem abrigos…”
Continuou Dona Capiba
Falando dos seus amigos
“Caranguejo, aqui na lama
Chico Science lhe deu fama!”
Brincava ela comigo!

“Eu sou bicho muito antigo!
Sabe o que significa
O nome Capibaribe?
O nome é uma rubrica
Pra “Rio das Capivaras”
Somos espécie cara
Dessa fauna muito rica!”

Dona Capiba me explica
Que o rio banha também
Muitos cantos do Recife
Que percorre muito além
Levando sua beleza
Através da correnteza
O seu papel cumpre bem!

Conhece como ninguém
A Várzea e a Caxangá
Derby, Madalena e Torre
Ele também vai banhar
Apipucos e Monteiro
Poço da Panela inteiro
Cabe a ele margear

Também vai alimentar
Santana e Casa Forte
Capunga e Afogados
Beijando de Sul a Norte
Os bairros dessa cidade
Forma com muita vaidade
Belas ilhas com seus cortes

Joana Bezerra é suporte
Desse Rio caudaloso
E a Ilha do Retiro
Lhe dá contorno formoso
Abriga os Severinos
As Marias, os meninos
Nosso Rio é generoso!

“E por ser maravilhoso
Temos que dele cuidar
O Rio das Capivaras
Foi feito pra navegar
E não pra jogar dejeto
Impedindo o trajeto
Maltratando este habitat!”

Eu tenho que concordar
Com o que disse firmemente
Dona Capiba pra mim
Nosso dever é somente
Capibaribe amar!
cuidar bem e preservar
Este rio que é da gente!”

Mariane Bigio, Março de 2015.

 

Ficha Técnica:

Texto: Mariane Bigio

Contação de Histórias: Mariane e Milla Bigio (Cordel Animado)

Fantoches e Alegorias: Marcelo Figueiredo

Ilustração da Capa: Desenho de Fournier, no livro Invenção do Brasil (Acervo do Museu)

Ilustração do Miolo: Emerson Pontes

Prefeitura da Cidade do Recife
Secretaria de Cultura
Museu da Cidade do Recife – Forte das Cinco Pontas
museucidaderecife@gmail.com

Associação dos Amigos do Museu da Cidade do Recife – AMUC

Gerência de Educação Patrimonial
educativomcr@gmail.com

 

 

 

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Cordel da Inspiração Cigana

MATRIZ xilogravura por Murilo Silva Capa por Murilo Silva

 

Hoje, 20 de Março, é o Dia Internacional dos Contadores de Histórias. Este ano a data coincide com o equinócio, um eclipse e a super lua! Haja energia! Para comemorar, lanço aqui um cordel que é muito especial pra mim. Ele foi escrito durante o Festival Nacional dos Contadores de Histórias, em Ponta Grossa- PR, em 2014. Numa madrugada após ouvir palestras e debater sobre o ofício com narradores de diversas partes do país, percebi que minhas angústias são compartilhadas, e claro, minhas muitas alegrias também. Não estou só, não estamos sós! Sou muito grata por ter despertado para as histórias, por poder trabalhar e viver em meio a elas! Esse Cordel é fruto dessa tomada de consciência. Recentemente, com esse texto,  fui contemplada com o segundo lugar no IV Prêmio Solano Trindade de Poesia Afro-brasileira, um concurso performático de textos de autores pernambucanos, promovido pela Prefeitura de Jaboatão do Guararapes – PE.

 

 

Cordel da Inspiração Cigana

(por Mariane Bigio)

 

“Eu estava num deserto

Só que era feito de mar

Água por todos os lados:

Eu não sabia nadar.

Perdida sem nenhum norte

Talvez pelo medo da morte

Comecei a delirar…

 

Avistei longe na praia

Uma miragem, de certo

Algo que jamais se viu

Caminhando ali por perto

Um tilintar de colares

Alfazema pelos ares

No calor do Sol aberto

 

Tomou forma de mulher

De olhos bem amendoados

E as ondas que beijavam

Os seus pés, então molhados

Regressavam com vergonha

Pelos dedos “ingilhados”

 

As curvas do corpo esguio

Sob véus se insinuava

E o vestido esvoaçante

Rente ao corpo se encostava

Graças à leve brisa

Que de maneira precisa

Com os tecidos desenhava

 

Cortando as águas salgadas

A beldade me alcançou

Pensei em pedir-lhe ajuda

Mas algo me enfeitiçou

Encurvou-se, mendicante

E o seu braço estirou

 

Era como uma cigana

Mas mostrou-me a sua mão

E quem julga aqui, se engana

E recorre à ilusão

As linhas de minha palma

os segredos de minh’alma

A ela pouco serviam

Com sua mão estendida

Com a face enternecida

Eis o que meus olhos liam:

 

Num piscar de ligeireza

A moça se transformou

Não mais véus e sim farrapos

O seu corpo definhou

Cabelo descolorido

O semblante deprimido

E a voz rouca murmurou

 

“Os destinos que vislumbro

Tudo aquilo que já li

Cada mão que já toquei

Tudo isso eu perdi

Não existem mais mistérios

Há no mundo um revertério

A descrença mora aqui!

 

Há quem tape seus ouvidos

Há que não estenda à mão

Com braços entrecruzados

As pessoas dizem “não”

Como vou sobreviver?

O que mais posso fazer

Pra manter-me na missão?”

 

Eu de súbito senti

Uma enorme compaixão

Como se aquela velha

Tocasse o meu coração

Seu penar em mim doía

Minha alma revolvia

Procurando solução

 

Foi quando noutro piscar

Eu gritei: eu acredito!

Num instante o seu cabelo

Foi ficando mais bonito

E de novo, outra vez

Eu lhes disse: acredito!

 

Eu não vi explicação

Nas palavras que eu dizia

Como se entoasse um mantra

Eu apenas repetia

A mulher que definhara

Logo rejuvenescia

 

Acredito, acredito!

E uma lágrima caiu

Se foi minha, se foi dela

Não se sabe, não se viu

Como era também salgada

Pela maré foi tragada

E a mulher também sumiu

 

Eu acordei do meu sonho

E ainda estava no mar

Só que não mais à deriva

Recomecei a remar

Não conheço a fundo o rumo

Mas de quando em quando aprumo

Para nunca naufragar

 

Ainda que contra a corrente

Eu precise navegar

Continuarei andarilha

Com histórias pra contar

Feito uma moça cigana

Que nunca se desengana

Se houver quem acreditar!”

 

Ponta Grossa – PR, Maio de 2014.

 

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A velhinha, a galinha e o coelhinho – Um conto da Páscoa em Cordel!!!

Ilustração de Murilo Silva

Ilustração por Murilo Silva

 

 

Numa aldeia bem pequena

Havia uma casinha

Dentro da casa morava

Uma mulher bem velhinha

Que criava com carinho

Um coelho bem fofinho

E também uma galinha

 

A Carijó bonitinha

Vivia embaixo da escada

O Coelho no gramado

De orelha levantada

Avisava pra velhinha:

“Botou ovo, a galinha!”

E vinha ela apressada

 

A cada cacarejada

Era um ovo que botava

A senhora dava milho

À galinha alimentava

Assim viviam contentes

Como se fossem parentes

Já que um do outro cuidava

 

Um novo dia chegava

O Sol brilhante no Céu

E a carijó estridente

Fez o maior escarcéu:

“Botei, Botei!” Disse alto

E o coelho de um salto

Foi cumprir o seu papel

 

Na cabeça um chapéu

E nas mãos uma cestinha

Foi à escada apanhar

O ovinho da galinha

Qual não foi sua surpresa

Disse a velha: “que beleza!

Parabéns, minha filhinha!”

 

Era cheio de pintinhas

O ovo que ela botara

Coisa inacreditável

Na verdade muito rara

Um fato desconhecido

Um ovo assim colorido

De boniteza tão cara!

 

“Será que tem gema e clara?

É um tanto esquisito!

Mas não posso preparar 

Um ovo assim, tão bonito!

Merece outro destino

Nem mesmo o prato mais fino

Muito menos ovo frito!”

 

Com o coração aflito

A senhora refletia

“O que é que vou fazer?”

pensou durante alguns uns dias

sem nenhuma conclusão

“Eu tenho uma solução!”

O coelho sugeria

 

Em poucos dias seria

A Páscoa no calendário

A ideia do coelho

Foi um gesto solidário:

“A gente então presenteia

toda criança da aldeia!

Será extraordinário!”

 

“Mas então é necessário

ter mais de um ovo assim”

Disse a velhinha intrigada

“Ei psiu, olhem pra mim!”

Cacarejou a Galinha

“Porque não fazem pintinhas

em cada ovo, por fim?”

 

Os três fizeram assim:

Quando um ovo posto estava

A velhinha o recolhia

Com tinta e pincel pintava

Os ovos brancos do ninho

E por fim o coelhinho

Porta a porta os entregava

 

Quando o coelho chegava

Era tanta da alegria!

E foi assim, que na Páscoa

Nasceu essa fantasia

Cheia de amor e paz:

De um coelho que nos traz

Ovos cheios de magia!

 

E nos tempos de hoje em dia

Tem cada ovo gostoso!

Uns feitos de chocolate

Tudo bem delicioso!

Mas é mesmo o amor

Que lhe confere o valor

e o deixa mais saboroso!

 

Adaptado do conto Lituano “A Velhinha, A Galinha e os Ovos de Páscoa” de Nijole Jankute;

 

Mariane Bigio, março de 2015

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Cordéis para os Homenageados da IX Bienal da UNE

Cordéis para os homenageados da IX Bienal da UNE (Fevereiro2015)

2015 começou com um convite muito especial! A produção da Bienal da UNE, que aconteceu em Fevereiro, lá no Rio de Janeiro, me encomendou 8 cordéis que contassem a trajetória dos homenageados do evento. Eram eles: Abdias Nascimento (Artes Cênicas), Carlos Drummond de Andrade (Literatura), Djanira Motta (Artes Visuais), Dona Ivone Lara (Música), Eduardo Coutinho (Audiovisual), Horácio Macedo (Projetos de Extensão), Ildeu de Castro Moreira (Ciência e Tecnologia) e Oscar Niemeyer (Arquitetura) – só fera!

A responsabilidade foi dividida com minha parêa Susana Morais (que assina a autoria de 3 dos 8 folhetos) e com Emerson Pontos, que assina a Ilustração das capas de cada cordel. O resultado foi um sucesso! Os convidados do evento foram presenteados com um kit que continha, entre outros itens, os 8 exemplares… não deu pra quem quis!

Deixo vocês com um dos textos que escrevi para um dos mais célebres homenageados: Carlos Drummond de Andrade! Salve, salve!

“Homenagem em Cordel a Carlos Drummond de Andrade “

(por Mariane Bigio)

“Ao grande Drummond de Andrade

O Cordel vem se render

E se curva ao verso livre

que tão bem soube fazer

Com tamanha maestria

Revelando que a poesia

É a arte de viver

Drummond nos fez entender

que a poesia também fala

de tudo que alma sente

de tudo que a mente cala

que a rima não soluciona

quando a vida estaciona

quando a dor no peito entala

E a sua obra exala

determinada incerteza

que pairava numa época

marcada pela tristeza

pela falta da esperança

mesmo assim deixou de herança

imensurável riqueza

Itabira, que beleza!

Cidade tão pequenina

Que foi de Drummond a musa

Onde iniciou a sina

De transformar-se em poeta

Sua paisagem discreta

Em Drummond se descortina

Sua lira se refina

Cá no Rio de Janeiro

Cidade que o acolheu

E adotou este mineiro

Que tornou-se grande artista

Que também foi um cronista

Deste povo brasileiro

Se um anjo, forasteiro

O abordou quando nasceu

Dizendo para ser “Gauche”

Drummond não obedeceu:

foi notável, sem igual

na poesia social

e em tudo que escreveu

Ironia concedeu

Às estrofes e às frases

Já no fim, o erotismo

Trazido em versos vorazes

E a metafísica até

Permitiu mesmo ao “José”

Fazer com a vida as pazes

Com seus escritos tenazes

Foi diluída a verdade

Em meio às entrelinhas

Nos libertando das grades

Com a palavra que cura,

Um viva à Literatura

De Carlos Drummond de Andrade!”

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Adeus Ano Velho!

feliz 2015

“O ano velho acabando
O novo ano inicia
Que venha com muito amor
Com Saúde e alegria
Cada um dia que passa
Cada qual com sua graça
E repleto de magia

E o tempo se recria
Sempre a cada estação
No Brasil, o ano novo
Nasce quando é Verão
O Sol quente, que calor!
Só o Mar traz um frescor
E alivia a sensação!

E a próxima estação?
Quem que sabe me dizer?
É um pouquinho mais fria
Já começa a chover
Folhas caem pelo chão
É O Outono, a estação
Que um ventinho vem trazer

E depois quem vai saber?
Vem a estação mais fria
É o inverno, muito bem!
Que em Junho se inicia
E as férias da escola
Pra brincar e jogar bola
E fazer estripulia!

E depois que o inverno esfria
Já começa a esquentar
Qual a estação quem vem
Com flores pra encantar?
Muito bem, a primavera!
Faz tudo desabrochar

E pra gente festejar
O ano todo tem folia
Primeiro tem carnaval
Pra gente usar fantasia
Pro menino e pra menina
Tem confete e serpentina
Frevo de noite e de dia!

Logo depois tem a páscoa
Tem personagem famoso
É o querido Coelhinho
Vem saltando, bem charmoso
Tem ovo pra todo mundo!
Chocolate é tão gostoso!

Pra ninguém ficar saudoso
Logo chega o São João!
Com muita comida boa,
Bandeirinhas e balão
Fogueira pro milho assado
Muito forró e baião!

E é pura animação
Quando é dia das crianças!
Muitos doces, guloseimas,
Pra gente encher nossa pança!
Presentes para brincar
Cantigas para cantar
Como é boa essa festança!

E se festa não nos cansa
Já no fim tem o natal
Na ceia comemos tanto
Que é capaz de fazer mal!
Mas é bom olhar pro céu
E esperar papai noel
Com um presente especial!

O ano velho acabando
O novo ano inicia
Que venha com muito amor
Com Saúde e alegria
Cada um dia que passa
Cada qual com sua graça
E repleto de magia!!!”

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A História do Quebra Nozes em Cordel

Fiz esse texto para o espetáculo criado especialmente para o Clubinho de Natal do Shopping Recife (produção Libre Promo), mas ele ganhou asas e até fizemos mais apresentações do que esperávamos com ele! Todo em Cordel, a história reconta o clássico enredo do balé de Tchaikovsky que por sua vez baseia-se na versão de Alexandre Dumas (pai) de um conto infantil de E. T. A. Hoffmann. A Intertextualidade, ou seja, rescrever histórias famosas em formato rimado e metrificado é uma característica própria da Literatura Popular Nordestina, mais especificamente do Cordel. Ao final da encenação da história, um pas de deus de Clara e o Quebra Nozes, personagens que protagonizam a História, incorporados por Balarinas da Academia Fátima Freitas, surgiam transformando o sonho em realidade. Foi muito bonito! (Fotos por Janela Fotografia)

Numa noite estrelada

Dessas de luz muito rara

Uma menina brincava

Como nunca antes brincara

O clima era especial

Era noite de Natal

E ela se chamava Clara

*

Clara então aguardava

A chegada do padrinho

Homem muito diferente

Alto, sério e bem magrinho

Veio parecendo um Mago:

“Cheguei, nesta noite trago

Meu mui querido sobrinho”

*

“Que rapaz tão bonitinho”

Pensou Clara, só pra ela

E o sobrinho do Mago

Também achou Clara bela

“Padrinho trouxe um presente!”

Clara recebeu contente

Abriu sem fazer novela!

*

Dentro estava um Quebra-Nozes!

Um boneco tão bonito!

Parecia mais um príncipe!

“Que boneco esquisito!”

O irmão de Clara gritou

e num instante o tomou

e começou o conflito

*

O menino foi correndo

o boneco ele jogava

“Me devolva meu boneco!”

Ela pedia, implorava!

O boneco escorregou

Caiu no chão e quebrou

Clara nem acreditava!

*

“Não precisa choradeira…”

consolou-lhe o padrinho

E foi longo consertando

O pobre do bonequinho

A festa então terminou

E assim cada um tomou

Um diferente caminho

*

Como ‘ inda não tinha sono

Clara ali permaneceu

Junto da grande árvore

A menina adormeceu

E começou a magia

Enquanto a casa dormia

Ouça o que ali sucedeu…

*

Clara despertou mais tarde

quando algo acontecia…

Os brinquedos das crianças

Tudo em volta se mexia

Os carrinhos, as bonecos

Bolas, pião, cacarecos

Todos faziam folia!

*

Nesse meio lá estava

Seu Quebra-Nozes querido!

Ele veio até ela

Com semblante enternecido

Deu um beijo em sua testa

Clara com a alma em festa

Fez um gesto agradecido

*

Mas aí aconteceu

Uma coisa horrorosa!

De todo canto surgiram

Ratazanas asquerosas

E à frente o Rei dos Ratos

Bem maior que muitos gatos!

Que figura tenebrosa!

*

Aquele bicho malvado

Veio em sua direção

Quebra-Nozes defendeu

Começou a confusão

A Batalha foi terrível

No momento mais horrível

Os dois caíram no chão!

*

O Rei do Ratos foi

Pelo bando socorrido

Clara correu para ver

O seu amigo caído

E sem ter como ajudar

Ela então pôs-se a chorar

Pois ele tinha morrido!

*

O choro da menininha

Era um choro diferente

Fez o boneco viver

E se transformar em gente!

Era o rapaz mais bonito

Que a menina tinha visto

Isso é que era presente!

*

O boneco transformado

Parecia o rapazinho

Que a Clara conheceu

O sobrinho do padrinho

Começaram a dançar

E logo foram parar

Em outro mundo vizinho

*

Era um Reino Encantado!

Cheio de coisa encantada!

Lá foram bem recebidos

Pela Fada Açucarada!

e seus súditos docinhos

que dançavam bonitinhos

saudando a sua chegada!

*

Também Madame Bom-Bom

Com sua chocolatisse

“Bem-vindos, sejam bem-vindos!”

Foi bem assim que ela disse!

E foi tão grande a festança

Cheia de musica e dança

Pra que o casal aplaudisse!

*

Apesar da diversão

Era hora de partir

A menina e o príncipe

Pra poder se despedir

Recomeçaram dançar

Tudo voltou pro lugar

E a menina a dormir

*

Acordou daquele sonho

Ao boneco abraçada

Olhou com alegria

Para árvore enfeitada

Pensou que aquela magia

Para sempre ficaria

Em sua mente guardada

*

Uma noite inesquecível

Que aconteceu de verdade

Repleta de fantasia

Cheia de felicidade

Se a gente imaginar

Tudo que a gente sonhar

Se torna realidade!

*

E se a gente desejar

Já que estamos no Natal

Que a Clara e seu príncipe

Se tornem algo real?

E se eles virassem gente

E surgissem de repente

Não seria bem legal?

*

Então vamos desejar

E o coração abrir:

“Por favor Clara, apareça

nós queremos te pedir

Traga o seu Quebra-Nozes!

Ouçam juntos nossas vozes

E venham dançar aqui!”

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O Mundo Mágico do ABC!!!

Cordel do ABC

Por esses dias fui incumbida de uma missão muito gostosa de cumprir! Fui convidada para ser mestre de cerimônias de uma Formatura de ABC! Colhi informações e fotos sobre cada formando e preparei um cordelzinho falando sobre as características de cada um deles! O cordelzinho foi lido por mim na entrada deles, foi uma lindeza! No final, as famílias puderam levar os folhetos de lembrança desse dia tão especial! Adorei fazer parte desse momento! Foi uma experiência muito bacana. A capa do cordel é de Marta da Costa Almeida.

Venho lhes apresentar
Essa turma, essa galera
Talento e inteligência
Nesse grupo só tem fera!
Seguem rumo ao crescimento
Através do letramento
O futuro os espera!

A magia do ABC
Começam a desvendar
E são tantas descobertas
Que eles vem compartilhar
Cada um com seu jeitinho
E este cordel com carinho
Vem de cada um falar:

(BEATRIZ)
Com cabelos cacheados,
Lá vem Bia, bem arteira
Ela traz muita alegria
Pra sua família inteira
Veterinária que ser
Cantar também vai querer
Mas que menina faceira!

(CLARA)
Clara contou uma história
Que se passou na escola:
Deu um chute que seu tênis
Voou junto com a bola!
Mas que bela menininha!
O Sorriso de Clarinha
A quem triste está consola!

(DAVI)
É o palhaço da turma
Faz todo mundo Sorrir
De quem eu estou falando?
Mas é claro, do Davi!
A família, agradecida
“Davi” ao contrário é “Vida”
Alegria de sentir!

(FREDERICO)
De cabelos vermelhinhos
De quem falo, quem será?
É o Fred, meus amigos
De Astronauta quer brincar
Mas já disse com fervor:
“Vou ser administrador!”
Pra isso vai estudar!

(GUSTAVO)
Ele adora tia Beth
E por todos tem carinho
Guga um dia vai ser médico
Este é ótimo caminho!
Ele adora estudar
Também gosta de brincar
De pega lá no parquinho!

(JOÃO VITOR)
O John Bala vem aí…
O famoso João Vitor!
Ele é muito divertido
Trata todos com amor
Brinca tanto que faz calo!
E montado num cavalo
Quer ser grande corredor!

(JOÃO XAVIER)
E o João Xavier?
Que gosta da natureza
É muito bem humorado
Faz graça, mas que beleza!
Ele quer ser cientista
Essa é sua certeza!

Se preparem, minha gente
Que três Julias vêm aí
A mais bela eu não sei!
Pois tão lindas nunca vi!
Elas formam esse trio
Que nos versos trago aqui:

(JÚLIA L)
Com um jeito muito meigo
Cabelos na cor dourada
Seus olhinhos, bem verdinhos
Júlia Lins é encantada
A mamãe tanto sonhou
E ela se realizou
Será brava delegada!

(JÚLIA C)
Em cima do seus patins
Ela encontra a alegria
Júlia adora as amigas
E já pensa que um dia
Pode ser nutricionista
Ou talvez ela invista
Em fazer Fotografia!

(JÚLIA C)
Essa Júlia é uma figura
É menina radiante
Gosta de cantar nas aulas
Tenho os cabelos brilhantes
Sua alegria é tanta
Que se faz contagiante!

(LAÍS)
Laís é estudiosa
Orgulho da mamãezinha!
mas também fica feliz
quando brinca de casinha
Quer ser médica e cantora
Seu apelido é Lalinha!

(LUIZ EDUARDO)
Sempre joga Futebol
Dudu é seu apelido!
Na escola a biblioteca
É seu canto preferido
Ele adora fazer conta
E de vez em quando apronta
Mas por todos é querido!

(MARIA ISADORA)
Ela é Isa ou Dodó
Ela sonha em ser dentista
Com sorriso muito largo
Isadora é bem quista
Deste grupo ela faz parte
Gosta da sala de artes
É uma verdadeira artista!

(MARIA LUIZA)
Ela é muito vaidosa
E adora seu cabelo
A família da Malu
Por ela tem muito zêlo
Se ela for pra passarela
Será sempre a mais bela
O seu sonho é ser Modelo!

(ROBERTO)
Ele também tá no time
Dos que sonham em jogar
“Robertinho” e “Futebol”
Sempre dá pra combinar!
Ele é mestre na risada
Toda a turma é convidada
Para com ele brincar!

(SOFIA V)
Ela é amiga dos livros
O Seu nome é Sofia
E como ele mesmo diz
Ela tem sabedoria
Ela adora ser criança
Se vê Chiquititas dança
E vive com alegria!

(SOPHIA E)
Ela adora brincadeiras
E gosta da professora
Sophia é boa filha
E amiga acolhedora
O recreio é diversão
E guarda no coração
O sonho de ser cantora!

(VITOR)
Ele quer ser Jogador
E no futebol é craque
Vitor torce para o Náutico
Não tem nada que lhe aplaque
Sempre depois de estudar
Desce pra brincar no parque

(VITÓRIA)
A Vivi é uma princesa
Apesar de ser traquina
Ela gosta de estudar
Tudo que a escola ensina
Ela é muito divertida
A Vitória é querida!
Vai ser linda bailarina!

Fato já deu pra notar
Que eles não são iguais
Mas nessa diversidade
Compartilham ideais
E quando forem adultos
Serão bondosos e cultos
A exemplo de seus pais!!!

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Projeto o IPEM Recebe a Escola

Cordel do IPEM

À convite do Instituto Darwin em Parceria com o Instituto de Pesos e Medidas, o IPEM, recebi a missão de escrever um cordelzinho, e fazer uma maratona de apresentações em 9 escolas públicas da região metropolitana do Recife, levando informações sobre o o papel do IPEM de um jeito lúdico e divertido! Nessa empreitada hora eu estava acompanha por Milla Bigio, ao violão, hora acompanhada pela Rabeca de Thiago Martins… foi um sucesso!

clipping ipem - Diário Oficial

Confiram como ficou o texto do cordel!

Cordel do IPEM –
Instituto de pesos e medidas

“Eu vou falar pra vocês
Sobre fiscalização
Eu vou falar do IPEM
Melhor prestar atenção!”

O que danado é IPEM?
Vocês podem perguntar
É órgão responsável
Que irá fiscalizar
Os pesos e as medidas
Do que a gente for comprar!

Fiscalizando balanças
Para ver se estão corretas…
Calma! Não encolha o bucho!
Nem se finja de atleta!
Balança que pesa gente
Essa aí é diferente!
Ei, galera, fica esperta:

Se você for comprar queijo
E pedir 300 gramas
Sem o selo do IPEM
O comerciante trama
Com balança irregular
Você paga sem levar
E nem nota, nem reclama!

Você acha que comprou
Queijo pra toda semana
Mas o pacote mais leve
Que você levou te engana
O queijo logo se acaba
Sua mãe vai ficar braba
“Vai ter que comer banana!”

Mas se o IPEM fiscaliza
A balança lá da venda
E vê que tem algo errado
Sem conserto nem emenda
Ele leva o equipamento
Multa o estabelecimento
Para que o dono aprenda!

Balança fiscalizada
Pelo IPEM tem o Fiel
(Não é feito namorado
Que promete até o céu!…)
O Fiel é um medidor
Que regula com rigor
Até o peso do papel!

A roupa que a gente compra
Também tem que obedecer
A uma série de critérios
pra ser boa pra você
Etiqueta é obrigação
Pra trazer informação
Isso é bom não esquecer

Se você compra tecido
Pra sua avó costurar
Um vestido bem bonito,
É bom você se ligar
No metro comercial
Que pode não ser igual
Ao que você estudar!

Na escola a gente aprende:
Centímetros contam cem
Para então formar um metro,
Há mais escalas, porém
Verificar a escalas
Será papel do IPEM!!!

Mesmo o botijão de gás
Não é de qualquer maneira
Temos que verificar
Como é sua mangueira
O selo da qualidade
A data de validade
Para não fazer besteira..

‘té na hora de brincar
É preciso segurança
O IPEM vai fiscalizar
Os brinquedos pra criança

tem que ter marca do INMETRO
falando pra qual idade
o tal brinquedo se aplica
atestando qualidade
dos testes que ele passou
pra ter regularidade

Se você for muito chique
Comprou brinquedo importado
E veio tudo em inglês
É melhor tomar cuidado
As informações contidas
Tem que ser traduzidas
Pro idioma falado

Alguém da sua família
Tem moto pra pilotar?
O capacete também
Temos que fiscalizar
ele é fundamental
pra ninguém se machucar

Se em casa tiver carro
e alguém for dirigir
verifique os pneus
antes de andar por aí
e além disso atenção:
cuide da manutenção
para ninguém se ferir!

O IPEM fiscaliza tudo
Não para de trabalhar
O Ipem está na escola
Na farda que o aluno usar
E garante a qualidade
Do Material escolar

Fiscaliza, no São João
Até comida Junina!
no Carnaval: fantasia,
o confete e a serpentina
Até o Ovo de Páscoa
do menino e da menina!

O IPEM não tem descanso
Nem quando chega o Natal!
Checa os enfeites, comidas
Deixando tudo legal
O IPEM está sempre buscando
A QUALIDADE TOTAL!!!

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