A História do Circo em Cordel

A história do Circo em Cordel

Caro e respeitável público
Nós já vamos começar!
O Cordel pede licença
Quer sobre o Circo contar
A maravilha da arte
Que no mundo, em qualquer parte
Sabe a todos encantar!

A sua origem remonta
Aos números de equitação
E lá no século dezoito
Na Inglaterra de então
Um militar reformado
Com seu cavalo treinado
Criou a exibição

Mudou o formato da pista
Pois o espaço circular
Facilita o movimento
Pro cavalo se amostrar
Cobrando ingressos na entrada
E o povo na arquibancada
Aplaudia sem parar

O tal Astley criou
(e funcionou de verdade)
Um novo tipo de show
Rodando várias cidades
E além da equitação
Botou na programação
Números de variedades

Mas se voltarmos mais longe
Na história da humanidade
No tempo dos Faraós
No Egito, na antiguidade
Números de força e destreza
E o equilíbrio, a proeza
Traziam felicidade

O público, a realeza
Todo mundo se encantava
Nas porcelanas chinesas
Esta cena se estampava
E mesmo na Antiga Grécia
A arte da peripécia
Aos poucos já se espalhava….

O nome Circo deriva
Do Circus Maximus de Roma
De antes mesmo de Cristo
Vem do Latim, o idioma
Uma Arena pra corridas
E outras coisas divertidas
Que muitos séculos já soma

E no Século dezenove
O tal Circo aqui chegou
O terreno era propício
Pelo Brasil se espalhou
A população Cigana
Que andava em caravana
Do Circo se apropriou

Mas foi só no século vinte
O auge do picadeiro
O Circo enfim conquistou
Plateias no mundo inteiro
Artistas, pra fazer fama
No canto ou no melodrama
Iam pro Circo primeiro

Os grandes grupos locais
Pelas famílias formados
Rodavam pelo país
Por todo canto aclamados
O Circo tradicional
Era um show sensacional
Com artistas estimados

O Circo então fez escola
Muitos artistas treinou
Mas com a televisão
Que se popularizou
O Circo e o seu fascínio
Aos poucos teve um declínio
Por pouco não desmontou

Também se atualizou
Não usa mais animais
Apenas a força humana
Com recursos visuais
Figurinos e cenário
Tradicional, visionário
Com enredos geniais


A Lona tem resistido
Quando se fura, remenda
O Circo é lugar de arte
E de poesia tremenda
Com Palhaços, Trapezistas
Atores, Equilibristas
Uma junção estupenda

Eis que o Circo está na rede
Também na televisão
Mistura tantas linguagens
E vive a renovação
Mesmo em tempos adversos
Ocupa espaços diversos
Sobretudo o Coração!

Por Mari Bigio

Sobre Mariane Bigio

Poeta e Videasta. Eu faço versos como quem chora, ama, brinca, ri.... Eu faço versos como que vive.
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